sexta-feira, julho 15, 2011

O que eu quero ser quando for grande...

“Finais do séc. XV, a grande era dos descobrimentos. O Homem parte rumo ao desconhecido, abre novos mundos ao mundo, trás outro olhar sobre o planeta que o acolhe.
Exploradores, cientistas, aventureiros.
Os antigos fazem uso do saber de então para registar e representar o resultado das suas observações. E cumprem aquela que seria a primeira missão ao planeta Terra. Uma missão com origens no passado e que se projecta hoje e cada vez mais numa actividade com futuro e para o futuro.
Somos os herdeiros científicos e tecnológicos dos cartógrafos e navegadores portugueses de MD.
Nas coordenadas do saber técnico e científico, do rigor e da precisão matemática, do domínio das mais avançadas tecnologias…. A Engenharia Geográfica.
Fazemos do planeta em que vivemos a nossa musa científica. Através dos nossos olhos, dos nossos conhecimentos, da nossa interpretação… medimos, analisamos, georreferenciamos, modelamos e representamos o espaço que nos rodeia.
Onde quer que nos encontremos, é para isso que trabalhamos. É a nós que compete a produção e manutenção de informação georreferenciada, segura, de qualidade, com confiança.
Projectamos, planeamos e coordenamos todas as actividades da especialidade. Caminhamos lado a lado com a própria evolução do mundo, e a inovação tecnológica permitiu e exigiu que o fizéssemos cada vez melhor e com uma utilidade sem precedentes. A fotografia aérea, as imagens de satélite, o GPS, a informática, o digital. Transformaram a Engenharia Geográfica numa actividade de importância estratégica. Uma profissão aliciante, cheia de desafios e com uma diversidade de áreas de trabalho ímpar.
Hoje, nós somos os engenheiros da cartografia, da detecção remota, do posicionamento e navegação por satélite. Actuamos nos domínios da geodesia, da fotogrametria. Somos responsáveis pelo funcionamento sustentado e actualizado dos sistemas de informação geográfica. Hoje, nós somos também aquilo que vemos, uma grande janela de oportunidades aberta à nossa intervenção.
No mapa das especialidades, a posição indica o curso que existe já desde 1921 e que tem sido responsável pela formação da quase totalidade dos engenheiros geógrafos do nosso país. O actual mestrado em Engenharia Geográfica é hoje ministrado nas universidades de Lisboa, Porto e Coimbra, e pelas boas condições de ensino e de qualificação que empresta aos alunos tem o selo de qualidade da Ordem dos Engenheiros. Ao longo de 87 anos, adoptou-se a estrutura curricular à redefinição do perfil e das competências destes profissionais. Contas feitas, uma taxa de empregabilidade muito próxima dos 100%.
Onde quer que alguém precise de informação georreferenciada, nós estamos lá. A inovação tecnológica e a necessidade de actualização constante pedem que apliquemos as nossas técnicas e os nossos conhecimentos às áreas mais diversificadas, e nós, respondemos com vigor, com eficácia, com o que de melhor sabemos fazer.
Das grandes obras de engenharia à navegação marítima e aérea, da gestão ambiental ao ordenamento do território, das forças armadas a todos os organismos que recorrem a sistemas de informação geográfica… Esta é a nossa profissão, uma missão ao planeta Terra, um mundo visto e perfilado sob um outro olhar. “

http://www.youtube.com/watch?v=XZoBET0ryTA

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